19 de dezembro de 2011

O fim das videolocadoras físicas?



Posso estar enganado em curto prazo, mas o fim das videolocadoras físicas está contado. 


Há um ano me perguntava por que uma gigante como a Blockbuster estava sendo comprada, aqui no Brasil, pela Loja Americanas? 

Nas visitas que fiz a Nova Iorque não vi nenhuma videolocadora física. Me chamou a atenção. Lá tudo é On-Demand. Ou seja, você paga diretamente pelo filme que escolher. E não é qualquer filme, são estreias que acabaram de serem lançadas no cinema.

Ontem (18/12/2011) fiz assinatura do Netflix, serviço de locação de filmes pela internet. Acessei do Play Station 3 dos meus filhos, dei o cartão de crédito e ganhei um mês de graça para experimentar o serviço. A novidade é grande, o serviço pode ser utilizado até de um Ipad.


O acervo é ainda limitado, filmes antigos mas interessantes. Ontem assisti Karatê Kid com os meus filhos, a imagem ainda precisa melhorar (a qualidade é de VHS) mas a conveniência é o que fará diferença.

Como assim?

Pergunta o que é mais chato de alugar um filme?

Escolher o que sobrou da prateleira, pagar caro, levar e, sobretudo, devolver o filme.

Com uma vídeolocadora virtual, você não precisa se deslocar para alugar o filme, muito menos, gastar com o deslocamento para devolver o disco (me lembro que antes se pagava multa para quem devolvia a fita VHS sem rebobinar, como estou ficando velho).

Analisando o novo Itunes Brasil, vi que também há a opção de alugar e comprar filmes. Fiz um teste e comprei um (Planeta dos Macacos. A origem a US$ 15,00) e aluguei outro (os Pinguins do Papai US$ 4,00). Os dois serviços funcionam, desde meu notebook com saída de HDMI conectei na TV. Assistiu a família toda.

Ao parecer a tendência de digitalização, que começou com a música, passou pelos livros está chegando aos filmes. Se seu bairro ainda tiver uma videolocadora, comece a contar os dias de vida dela.