
Os resultados do teste Pisa mostram que nem sempre os países que mais investem em educação obtém melhores resultados. Veja algumas conclusões publicadas pelo Jornal Estado de São Paulo:
"A organização citou como exemplo países que investem mais de US$ 100 mil por aluno, como Estados Unidos, Suíça, Luxemburgo ou Noruega, e que obtêm resultados similares a países que gastam a metade disso, como Estônia (US$ 43 mil), Hungria (US$ 44 mil) ou Polônia (US$ 39 mil)".
Obviamente, como em toda análise econômica, a questão tem a ver mais com eficiência de alocação de recursos do que com investimento grosso.
Eu sempre disse que se dessemos todo o dinheiro para que os países pobres paguem suas dívidas, talvez eles continuem mais pobres. Os problemas são a falta de estrutura, de institucionalidade e de desrespeito à propriedade pública. Fora os desvios e a burocracia.
Muitas vezes ouço um discurso raso de que o problema da educação no Brasil seria resolvido com o aumento de recursos. Mas pouco se fala sobre a eficiência desses recursos.
Como citado acima, existem países que conseguem fazer mais pela educação com menos.
Como?
Talvez seja a hora de pensar em eficiência e qualificação, principalmente de quem vai ensinar. Professores desqualificados somente podem ensinar como não ensinar. É complicado.
Se o conhecimento é infinito, por que um professor deveria ficar lecionando com seu caderninho com folhas amareladas de 20 anos atrás?
Por outra lado, de que adianta modernizar o professor, dar tablets, por exemplo, se o próprio não sabe manipular esse equipamento e, pior, ele desconhece uma metodologia pedagógica que possa ajudá-lo a lecionar com essas novas tecnologias?
Portanto, quando alguém falar que faltam recursos para a educação, pergunte primeiro o que se faria com esses recursos faltantes?

