17 de fevereiro de 2012

Só grana não garante qualidade de Educação



Os resultados do teste Pisa mostram que nem sempre os países que mais investem em educação obtém melhores resultados. Veja algumas conclusões publicadas pelo Jornal Estado de São Paulo:


"A organização citou como exemplo países que investem mais de US$ 100 mil por aluno, como Estados Unidos, Suíça, Luxemburgo ou Noruega, e que obtêm resultados similares a países que gastam a metade disso, como Estônia (US$ 43 mil), Hungria (US$ 44 mil) ou Polônia (US$ 39 mil)".


Obviamente, como em toda análise econômica, a questão tem a ver mais com eficiência de alocação de recursos do que com investimento grosso.


Eu sempre disse que se dessemos todo o dinheiro para que os países pobres paguem suas dívidas, talvez eles continuem mais pobres. Os problemas são a falta de estrutura, de institucionalidade e de desrespeito à propriedade pública. Fora os desvios e a burocracia.


Muitas vezes ouço um discurso raso de que o problema da educação no Brasil seria resolvido com o aumento de recursos. Mas pouco se fala sobre a eficiência desses recursos. 


Como citado acima, existem países que conseguem fazer mais pela educação com menos.


Como?


Talvez seja a hora de pensar em eficiência e qualificação, principalmente de quem vai ensinar. Professores desqualificados somente podem ensinar como não ensinar. É complicado.


Se o conhecimento é infinito, por que um professor deveria ficar lecionando com seu caderninho com folhas amareladas de 20 anos atrás?


Por outra lado, de que adianta modernizar o professor, dar tablets, por exemplo, se o próprio não sabe manipular esse equipamento e, pior, ele desconhece uma metodologia pedagógica que possa ajudá-lo a lecionar com essas novas tecnologias?


Portanto, quando alguém falar que faltam recursos para a educação, pergunte primeiro o que se faria com esses recursos faltantes?

12 de fevereiro de 2012

Por uma Internet mais Colaborativa


Há muito venho analisando o comportamento dos novos negócios na Internet. Poucos são os que vendem diretamente alguma coisa e ganhem muito dinheiro por isso. A Apple, Itunes, o E-bay, a Amazon etc.
A lógica do grátis permeia muito mais as novas empreitadas. Se analisarmos as novas e grandes idéias que estão se espalhando na rede são gratuitas. Elas não cobram nada, ao contrário, algumas remuneram para terem mais acessos. é como se esses negócios falassem:
"Me dá tua atenção primeiro e depois posso pensar em te cobrar alguma coisa".

O Wikipêdia é assim, o portal do professor Khan também. Tudo gratuito.

Essa realidade observada talvez venha em contra a polemica levantada pelas leis americanas de direitos autorais. As grandes Editoras, Gravadoras, Estúdios etc. que brigam na justiça por proteger seus direitos autorais talvez não tenham se atentado que a Internet e suas ferramentas estejam dando voz e palco para milhões de autores de músicas, desenhos, vídeos, livros que estão cada vez mais dispostos a publicar suas obras de forma gratuita.

Como quase nada é de graça, a contrapartida de quem quer compartilhar na internet seus trabalhos, é ser lido, ser ouvido, ser visto primeiro para depois colher os frutos dessa autoria.

Aposto , num futuro próximo, uma internet com mais conteúdo gratuito e de qualidade.

7 de fevereiro de 2012

Quanto falta para o primeiro milhão de Reais?


Os Infográficos vieram para ficar. Eles facilitam a compreensão e ajudam a praticar conceitos.
Vejam esse do IG Economia que ajuda a simular quanto dinheiro há que juntar para se obter o primeiro milhão de Reais.
Vale o desafio.

6 de fevereiro de 2012

Superbowl

Dica de aplicativo

A dica de aplicativo do mês é esse www.webdoc.com Para quem é professor principalmente, o aplicativo permite colar vídeos, fotos, músicas etc. num post. 


Pense assim colega professor, você precisa montar uma aula sobre história, tem os links dos vídeos no youtube, tem as faixas de música definidas mas precisa colocar textos, entrelaçar tudo. 

Esse programa permite isso. Tipo um blog rápido. Depois você pode compartilhar o post com os seus alunos. Fiz um teste abaixo. Espero que façam um bom uso.

 

31 de janeiro de 2012

Música e ensino

Sou Diretor de uma Faculdade privada. Administro mais de 300 funcionários entre professores e técnicos-administrativos. Todo início de ano letivo é sempre o eterno desafio de começar com o pé direito com muita empolgação e motivação. No entanto, as falas, recados, discursos de uma reunião pedagógica sempre são as mesmas. Repetitivas (mas necessárias) e, muitas vezes cansativas. De qualquer forma, uma reunião pedagógica é fundamental para determinar rumos.

Pensando nisso, preparei junto a minha equipe uma das melhores reuniões que já tivemos há muitos anos.

Pensamos em por que não aliar o discurso de identidade, união, companheirismo e prazer pelo que se faz com a estrutura de uma banda de rock? Melhor ainda se a banda é a mais conceituada e histórica de Curitiba: a banda Blindagem.

Foram 60 minutos intensos de muita música e bate-papo entre professores e funcionários da minha faculdade com os componentes da banda.

Fazendo uma analogia, ter uma equipe bem alinhada tocando a mesma música é fundamental para qualquer grupo que se proponha a ensinar, por exemplo.

Aliamos a história da banda com a arte de ensinar. O resultado foi mágico. Todos saímos dessa reunião empolgados e acreditando que ensinar é saber tocar afinado.

Valeu a experiência...





Vídeo da Banda http://youtu.be/QbBSXfMQHv8

25 de janeiro de 2012

Por uma economia com menos informações assimétricas


Segundo a teoria econômica, a economia nunca está em equilíbrio porque as informações dos compradores e vendedores é diferente. 

Explicando mais, por exemplo, quando você decide comprar um carro semi-novo, o vendedor possui mais informações sobre o estado do carro do que você, comprador. Nesse sentido, a tendência é que ele oculte algumas informações ou defeitos do carro. Sendo assim, o comprador que decidir comprar o carro o fará perdendo dinheiro nessa compra se o automóvel apresentar defeitos escondidos pelo vendedor. Essa ação faz com que a economia não se equilibre. 

O ideal é que todos os agentes econômicos tenham a mesmas informações.

Como a vida real é diferente à da teoria econômica, digamos que um mundo com menos informações assimétricas seja melhor.

Pensando assim, surgiu a ideia de criar um grupo no Facebook denominado Caçadores de Pechinchas. O grupo é aberto e qualquer participante pode postar uma informação sobre oportunidades de negócios.

Por exemplo, se um dos membros estiver num supermercado e ver uma grande promoção, ele poderá postar a foto e as informações dessa oportunidade no grupo (lugar da promoção, data, período da oferta, valor etc.).

Simples. 

Uma ideia singela para contribuir com a diminuição de informações assimétricas na economia.

19 de janeiro de 2012

Luiza, vada a bordo cazzo!

Parece que a internet traz nova formas de comunicação. Ou talvez, coloque em evidência modos de comunicação que já existiam e que agora se espalham com rapidez impressionante.

O bordão da semana diz "Menos Luiza que está no Canadá". A frase surgiu desse comercial e foi tirado de contexto para definir qualquer coisa.

Hoje a internet é disseminadora desse tipo de forma de comunicação ou expressão.

Vejam abaixo o vídeo que explica quem é Luiza e como virou um hit (até o mês que vem, talvez).


http://www.youtube.com/watch?v=yAV9GCGWEW4


Já numa dimensão global, a frase do momento é "Vada a bordo cazzo!" ou "Vai para bordo, caralho!"

Essa frase, que já virou camiseta, foi dada pelo chefe da capitania dos portos de Livorno Gregorio De Falco ao comandante do navio Concordia que afundou na semana passada,  Francesco Schettino.


Qual será a próxima frase?